Fim-de-semana prolongado. Tu. Eu. E mais umas quantas pessoas à mistura.
Lembro-me de acordar no Sábado feliz demais, com um dia eufórico pela frente, preenchido pelos que amo. E lembro-me de desejar que tudo corresse bem.
Correu?
Nem sei.
Mas acho, e não sou a única, que não.
Parece que o grupo é demasiado grande (mesmo sendo só constituído por 3 elementos), e demasiado diferente. Queria tanto que se dessem bem, que pudesse misturar o meu domingo com a minha dominga. Não me parece.
No inicio, aí sim, parecia que íamos formar uma threesome unida, sem conflitos.
Os conflitos acabaram por chegar e existem em silêncio, mas estão lá à mesma.
Quando ela chega, tu retrais-te. Parece que ressentes a presença dela, de alguma maneira. Que me queres só para ti. Que não queres que ela me influencie. A verdade é que gosto das influencias, e são mutuas.
Adoro-te, mas ela é necessária na minha vida. Tu também és, mas ela é-o de uma forma diferente. Ela conhece-me completamente, e tu ainda não.
Finges que não te alteras com a sua chegada, mas acredito plenamente que isso seja mentira.
Quero-vos aos dois, mas conclui que não pode ser ao mesmo tempo. Alguém acaba sempre de fora, muitas vezes por opção própria. Tento, vezes sem conta, juntar-vos. E o desfecho é sempre o mesmo. Tu, no teu canto, calado. E eu a tentar dividir-me em dois, desesperadamente.
É um facto incontestável, pelo menos na minha experiência – namorado e amiga, não.
Se eu não tenho ciúmes da tua melhor amiga, porque tens tu da minha?
December 03, 2008
November 05, 2008
Today
Menti.
Não passei o dia a sonhar. Não fui capaz.
Levantei-me e fiz todas aquelas coisas que sabia que tinha para fazer.
Quando acordam, começa. E acaba quando adormecem. O problema é que não acaba, porque começa de novo quando acordam.
É humanamente impossível não ser afectada. Existe uma tempestade constante, cortada por breves momentos de raios solares traiçoeiros que desaparecem tão depressa como apareceram.
Antes, quando o sol saia, sentia esperança. Agora, nem isso sinto. Sabemos que voltaremos a ser cobertas por nuvens negras e que a chuva voltará a cair.
Antes, preocupava-me. Agora, concentro todas as minhas forças em ignorar a tempestade. Vou sair dela um dia, para onde há sempre sol. Sinto tristeza, porque vou deixa-los para trás, mas é inevitável. Não é a minha tempestade.
Deixamo-la muitos dias com lágrimas a correr-lhe pelas faces. As lágrimas são de tristeza, de ódio, de pena, de amor e de paixão perdida. Às vezes, ponho-me no lugar dela e não encontro solução para fazer com que a chuva abrande. Sinto uma depressão enorme pela felicidade que já não sabe sentir.
Outras vezes, ponho-me no lugar dele, para equilibrar. Ele tenta, e ás vezes farta-se. Há um limite para tudo. Para os insultos, para as tentativas falhadas. Desiste durante um pouco e depois algo lhe dá força para tentar de novo, só para falhar outra vez.
E, a culpa não é da pequena. Os problemas já existiam antes, crescem já com raízes profundas. Sono e frustração pioram-nos. Mas a culpa não é dela. E espero que ela venha a compreender isso. Ou que, por enquanto, veja só o sol.
Á medida que cresço ganho clareza. Comentários que antes me deixavam perplexa, compreendo agora. Consigo afastar-me o suficiente para ver os dois lados, as duas opiniões. Ás vezes dou a minha opinião, mas abstenho-me muito. Não quero tomar uma posição.
Ambos lutam por nós, de maneiras diferentes. Sei claramente que se chegar um momento em que temos que escolher, começo a andar e não olho para trás. A escolha é impossível. Ninguém tem o direito de me pedir para escolher. Não é um poder que possuo.
Não passei o dia a sonhar. Não fui capaz.
Levantei-me e fiz todas aquelas coisas que sabia que tinha para fazer.
Quando acordam, começa. E acaba quando adormecem. O problema é que não acaba, porque começa de novo quando acordam.
É humanamente impossível não ser afectada. Existe uma tempestade constante, cortada por breves momentos de raios solares traiçoeiros que desaparecem tão depressa como apareceram.
Antes, quando o sol saia, sentia esperança. Agora, nem isso sinto. Sabemos que voltaremos a ser cobertas por nuvens negras e que a chuva voltará a cair.
Antes, preocupava-me. Agora, concentro todas as minhas forças em ignorar a tempestade. Vou sair dela um dia, para onde há sempre sol. Sinto tristeza, porque vou deixa-los para trás, mas é inevitável. Não é a minha tempestade.
Deixamo-la muitos dias com lágrimas a correr-lhe pelas faces. As lágrimas são de tristeza, de ódio, de pena, de amor e de paixão perdida. Às vezes, ponho-me no lugar dela e não encontro solução para fazer com que a chuva abrande. Sinto uma depressão enorme pela felicidade que já não sabe sentir.
Outras vezes, ponho-me no lugar dele, para equilibrar. Ele tenta, e ás vezes farta-se. Há um limite para tudo. Para os insultos, para as tentativas falhadas. Desiste durante um pouco e depois algo lhe dá força para tentar de novo, só para falhar outra vez.
E, a culpa não é da pequena. Os problemas já existiam antes, crescem já com raízes profundas. Sono e frustração pioram-nos. Mas a culpa não é dela. E espero que ela venha a compreender isso. Ou que, por enquanto, veja só o sol.
Á medida que cresço ganho clareza. Comentários que antes me deixavam perplexa, compreendo agora. Consigo afastar-me o suficiente para ver os dois lados, as duas opiniões. Ás vezes dou a minha opinião, mas abstenho-me muito. Não quero tomar uma posição.
Ambos lutam por nós, de maneiras diferentes. Sei claramente que se chegar um momento em que temos que escolher, começo a andar e não olho para trás. A escolha é impossível. Ninguém tem o direito de me pedir para escolher. Não é um poder que possuo.
Yesterday
Hoje, a casa está vazia.
Hoje, só existo eu no meu mundo.
Hoje, tenho tanto para fazer, mas sei que vou passar o dia a sonhar.
Ligo o portátil na minha cama, ponho-o nos meus joelhos, e ouço a tua voz a dizer “Isso dá cabo do teu computador”. Ignoro. Já não escrevo há bastante tempo, e sem planear, acabo por abrir o Word, na busca de inspiração. O Media Player reproduz uma selecção estranha para me acompanhar.
Amanha vou regressar às aulas, e a normalidade vai retornar. De novo presa naquele mundo de regras e horários. De novo a vegetar nas aulas, bombardeada por informação.
Tenho uma mensagem no meu telemóvel, sei que é tua. Mas deixo-a. Deixo estar, porque não quero estragar a minha ilusão de que algo mágico está á minha espera.
Passaste cá o fim-de-semana, foi divertido. Precisava dos teus abraços. Precisava tanto dos teus abraços. Envolves-me, e tudo desaparece. Fico amparada, e revitalizada.
Pregaste-me um susto enorme. Quando chegaste, a Ângela chorou tanto. Preocupo-me e a ti também. Quando finalmente escapei por segundos, estavas á minha frente. Abraçaste-me, e tinhas ar de nervosismo. Não liguei muito, porque sentia-me da mesma maneira, ver-te de novo era bom. E, de repente, tiras algo de detrás das costas. Uma caixinha azul, de joalharia. “Argghhhhh!”. Pânico invadiu o meu corpo, deixando-me a tremer. Atrevo-me a olhar para ti, e tens ar de brincadeira. Abres ou abro eu, não me lembro bem. E lá dentro, duas argolas. Dois piercings para os meus lábios. “Cabrão, reles”.
Alivio.
Brincaste depois, a descrever a situação na cozinha. Sim, tinha piada. E era mesmo isso que esperava de ti. Nem me devia ter preocupado, nunca me irias oferecer algo tão comprometedor. Mas, mesmo assim, senti aquilo.
Instinto.
E ajudaste-me a pô-los, e comentaste como me ficavam bem. É verdade, ficam. E foi muito querido da tua parte. Nem sei se te agradeci como deve ser, mas podias ver no meu olhar, se quisesses. Fica aqui também registado, um simples “obrigado”.
Hoje, só existo eu no meu mundo.
Hoje, tenho tanto para fazer, mas sei que vou passar o dia a sonhar.
Ligo o portátil na minha cama, ponho-o nos meus joelhos, e ouço a tua voz a dizer “Isso dá cabo do teu computador”. Ignoro. Já não escrevo há bastante tempo, e sem planear, acabo por abrir o Word, na busca de inspiração. O Media Player reproduz uma selecção estranha para me acompanhar.
Amanha vou regressar às aulas, e a normalidade vai retornar. De novo presa naquele mundo de regras e horários. De novo a vegetar nas aulas, bombardeada por informação.
Tenho uma mensagem no meu telemóvel, sei que é tua. Mas deixo-a. Deixo estar, porque não quero estragar a minha ilusão de que algo mágico está á minha espera.
Passaste cá o fim-de-semana, foi divertido. Precisava dos teus abraços. Precisava tanto dos teus abraços. Envolves-me, e tudo desaparece. Fico amparada, e revitalizada.
Pregaste-me um susto enorme. Quando chegaste, a Ângela chorou tanto. Preocupo-me e a ti também. Quando finalmente escapei por segundos, estavas á minha frente. Abraçaste-me, e tinhas ar de nervosismo. Não liguei muito, porque sentia-me da mesma maneira, ver-te de novo era bom. E, de repente, tiras algo de detrás das costas. Uma caixinha azul, de joalharia. “Argghhhhh!”. Pânico invadiu o meu corpo, deixando-me a tremer. Atrevo-me a olhar para ti, e tens ar de brincadeira. Abres ou abro eu, não me lembro bem. E lá dentro, duas argolas. Dois piercings para os meus lábios. “Cabrão, reles”.
Alivio.
Brincaste depois, a descrever a situação na cozinha. Sim, tinha piada. E era mesmo isso que esperava de ti. Nem me devia ter preocupado, nunca me irias oferecer algo tão comprometedor. Mas, mesmo assim, senti aquilo.
Instinto.
E ajudaste-me a pô-los, e comentaste como me ficavam bem. É verdade, ficam. E foi muito querido da tua parte. Nem sei se te agradeci como deve ser, mas podias ver no meu olhar, se quisesses. Fica aqui também registado, um simples “obrigado”.
October 30, 2008
Eu Existo. E Tu?
Save me. Just save me. Take me some place else, where it´s just me. Please.
Wierd mood, annoying people, loud noises, loads of things to do, and just a general need to scream very loud.
Its me, I know, but for some reason, people werent saying the right things, let alone doing them.
People with a complete lack of autonomy but a brimful of sickly sweetness look at me (or us) for guidance, and when we dont have it, they blame us. Oh, sorry you arent responsible, sorry you dont have a fucking imagination, sorry Im not gonna tell you what to do today.
I swallow the torrent of words.
Dont make it harder.
Theres no point.
Just fuck off and leave me alone.
Sometimes I dont want to organize everyone elses life, and I just want to concentrate on myself. Is that bad?Is it wrong?
Self esteem is at its lowest, I feel like an inadequate freak of nature and how do I explain that when you ask me if Im allrigh?
I dont, simple.
And easy.
Just save me.
Im sitting here, and already my mind is going over the trillion things I have to do tomorrow, things that other people wouldnt find necessary, but that to me are important. Things that if I dont do, will bother me all weekend.
I never seem to manage to be here, and now. My thoughts wander without me even noticing. Arggghhhhhhhh...
Tears threaten to stream down my face for no reason, and Im very tempted to let them.
Let it all out.
But what good will it do? It wont change the way I feel, or why I feel like this. it will just give me a false sense of wellbeing that will wear off in a few hours.
Sometimes, I can scream so loud without opening my mouth.
Save me, please.
October 10, 2008
Dylessica
Escrevo sobre uma das minhas amigas, a que conheco ha mais tempo, a minha pessoa.
Faz parte da minha vida ha 10 anos, e devagarinho ocupou o lugar de melhor amiga.
Cultivamos uma cumplicidade, conhecemo-nos muito bem.
Quando tenho um problema, falo com ela, e mesmo que nao tenha uma solucao, as palavras que lhe saem da boca sao sempre as certas, mesmo quando nao as quero ouvir. Sei que, ao confiar nela, estou a vontade, posso dizer tudo.
Passamos horas a rir, a partilhar experiencias (normalmente ao telefone de casa :D ). Poucas sao as vezes que nos zangamos. Trabalhamos bem juntas, ha sempre tema para discutir, e gargalhadas a porta.
Cada uma tem o seu mundo, diferente em varios aspectos. Mas conseguimos lidar com tudo, e continuar como sempre. Somos diferentes, somos nos. Sobreviviamos uma sem a outra, mas e mais facil assim. E muito mais divertido.
Ja passamos por periodos de afastamento, e ja quase vivemos juntas. Quando sei que ela nao esta la, sinto-me desorientada. Habituamo-nos uma a outra.
Tenho medo de crescer, e perder esta amizade pura. Tenho medo de a cumplicidade desaparecer com o passar do tempo, e com os rumos da vida.
Fazemos planos para um futuro juntas, espero que se concretizem. Nao me imagino sem ela.
Paixoes vem, paixoes vao. Nos ficamos.
Ajudamo-nos sempre a ultrapassar as experiencias dificeis, e acabamos sempre a rir da situacao, por mais dolorosa que seja.
Juntas, temos imensa piada (ou imensos private jokes). Basta olhar uma para a outra e parece que adivinhamos o que a outra pensa.
Por vezes, os outros sentem-se excluidos. Nao o fazemos por mal. Juntas, simplesmente funcionamos como uma so unidade, fortalecida com o tempo.
Quando falei dista a C, ela disse para nos tornarmos lesbicas, e casarmos e termos filhos. Disse que temos o amor perfeito. Acho que se isso acontecesse, perderiamos tudo. Nao defenia a nossa relacao como sendo amorosa, pois ambas temos Aquele(s), somos simplesmente amigas.
Somos especiais, e juntas ainda mais.
Faz parte da minha vida ha 10 anos, e devagarinho ocupou o lugar de melhor amiga.
Cultivamos uma cumplicidade, conhecemo-nos muito bem.
Quando tenho um problema, falo com ela, e mesmo que nao tenha uma solucao, as palavras que lhe saem da boca sao sempre as certas, mesmo quando nao as quero ouvir. Sei que, ao confiar nela, estou a vontade, posso dizer tudo.
Passamos horas a rir, a partilhar experiencias (normalmente ao telefone de casa :D ). Poucas sao as vezes que nos zangamos. Trabalhamos bem juntas, ha sempre tema para discutir, e gargalhadas a porta.
Cada uma tem o seu mundo, diferente em varios aspectos. Mas conseguimos lidar com tudo, e continuar como sempre. Somos diferentes, somos nos. Sobreviviamos uma sem a outra, mas e mais facil assim. E muito mais divertido.
Ja passamos por periodos de afastamento, e ja quase vivemos juntas. Quando sei que ela nao esta la, sinto-me desorientada. Habituamo-nos uma a outra.
Tenho medo de crescer, e perder esta amizade pura. Tenho medo de a cumplicidade desaparecer com o passar do tempo, e com os rumos da vida.
Fazemos planos para um futuro juntas, espero que se concretizem. Nao me imagino sem ela.
Paixoes vem, paixoes vao. Nos ficamos.
Ajudamo-nos sempre a ultrapassar as experiencias dificeis, e acabamos sempre a rir da situacao, por mais dolorosa que seja.
Juntas, temos imensa piada (ou imensos private jokes). Basta olhar uma para a outra e parece que adivinhamos o que a outra pensa.
Por vezes, os outros sentem-se excluidos. Nao o fazemos por mal. Juntas, simplesmente funcionamos como uma so unidade, fortalecida com o tempo.
Quando falei dista a C, ela disse para nos tornarmos lesbicas, e casarmos e termos filhos. Disse que temos o amor perfeito. Acho que se isso acontecesse, perderiamos tudo. Nao defenia a nossa relacao como sendo amorosa, pois ambas temos Aquele(s), somos simplesmente amigas.
Somos especiais, e juntas ainda mais.
September 29, 2008
Eyes to My Soul
"Eu não choro quase nunca. Mas o "quase" às vezes anda demasiado tempo à superfície."
Uma frase que encontrei nas minhas inúmeras viagens cibernáuticas.
E identifico-me completamente.
Quando a li, e reli, ficou-me presa. Sou eu, definida por palavras de outra pessoa. Não o podia ter dito melhor.
Ok, se fosse "Oh pobre de mim, não consigo chorar, bla bla, bla, sou tão infeliz", mas não e. E' mais o não gostar de chorar, o não querer chorar, porque me tira da posição de controlo. Quando choro, faço-o discretamente. Se for em público, sinto-me exposta, mostro uma parte de mim que não quero mostrar. Não gosto de o fazer.
Tu queres que o faca, que seja mais impulsiva e mais livre, que te mostre o que me vai na alma. Adorava poder fazer-lo, e acho que estou a conseguir, talvez não com a rapidez que desejas, mas estou a conseguir. Tenho um habito incutido no meu ser, e pode não revelar-se muito saudável, mas proteje-me e deixa-me forte.
Comecei esta relação com um coração aos pulos, e vagas ideias de como iria ser...
E agora, em tão pouco tempo, reparo que preciso de ti. Podes não dizer sempre a coisa certa, podes não ser perfeito, mas chega-me.
Tu chegas-me.
Sei que não sou muito romântica, e digo coisas indelicadas e despropositadas, mas basta olhares-me nos olhos, e percebes o que quero realmente dizer. E tens o dom de me ler facilmente, se quiseres. Basta prestar atenção.
"You know, whenever anyone says something really funny and I laugh I always look around to see if you think it's funny too. Even when you are not there, I look around."
Uma frase que encontrei nas minhas inúmeras viagens cibernáuticas.
E identifico-me completamente.
Quando a li, e reli, ficou-me presa. Sou eu, definida por palavras de outra pessoa. Não o podia ter dito melhor.
Ok, se fosse "Oh pobre de mim, não consigo chorar, bla bla, bla, sou tão infeliz", mas não e. E' mais o não gostar de chorar, o não querer chorar, porque me tira da posição de controlo. Quando choro, faço-o discretamente. Se for em público, sinto-me exposta, mostro uma parte de mim que não quero mostrar. Não gosto de o fazer.
Tu queres que o faca, que seja mais impulsiva e mais livre, que te mostre o que me vai na alma. Adorava poder fazer-lo, e acho que estou a conseguir, talvez não com a rapidez que desejas, mas estou a conseguir. Tenho um habito incutido no meu ser, e pode não revelar-se muito saudável, mas proteje-me e deixa-me forte.
Comecei esta relação com um coração aos pulos, e vagas ideias de como iria ser...
E agora, em tão pouco tempo, reparo que preciso de ti. Podes não dizer sempre a coisa certa, podes não ser perfeito, mas chega-me.
Tu chegas-me.
Sei que não sou muito romântica, e digo coisas indelicadas e despropositadas, mas basta olhares-me nos olhos, e percebes o que quero realmente dizer. E tens o dom de me ler facilmente, se quiseres. Basta prestar atenção.
"You know, whenever anyone says something really funny and I laugh I always look around to see if you think it's funny too. Even when you are not there, I look around."
September 11, 2008
Memories
Hoje passei um dia bastante nostálgico...Acordei, e por alguma razão fui transportada ao passado.
Com o desenrolar do dia, surgiram lembranças que me fizeram rir, outras que, enfim, nem tanto :)
Há uns dias, disse "Gostava tanto de ter 5 anos outra vez". Hoje, lembrei-me porque.
A simplicidade que enchia a minha vida naquela altura era fabulosa. Novinha, o que me interessava era a nova ninhada de gatinhos na quinta e os nomes que lhes ia dar, ou então a sopinha de flores que ia fazer para o almoço...
Com os joelhos constantemente em ferida de tantas quedas repetidas, com um sorriso nos labios e palavras contastantemente a fluir da boca, o maior drama que me preocupava era se podia passear com a mae, e "ajudar" na horta sem que alguém gritasse comigo por "desplantar" as colheitas :P
As horas passadas a explorar o leito da ribeira com a maninha mais nova, e amigos dignos de partilhar os meus pequenos tesouros encontrados pelo caminho.
As conversas de menina crescida que eu tinha com quem quer que tivesse ao meu lado, adultos que eu agarrava (e massacrava) para partilhar sabedoria, para provar que já era grande.
Foi-nos entregue um caderno há pouco tempo, um trabalho universitário de minha tia, feito acerca da quinta. No texto introdutório encontrei uma descrição de um dia em nossa casa. Confesso, que por tanta alegria que me transmitiu, chorei.
Mais uma vez, memorias de simplicidade.
Tenho a certeza de que haviam problemas naquela altura, mas sendo eu criança, nunca reparei. A ignorancia pura de uma criança é uma coisa incrivel. Parece que as crianças são envolvidas por um manto cor-de-rosa, proporcionando uma visão distorcida do mundo, uma especie de screen que fazer uma selecção da informação captada.
Com o crescer vem o reparar nas discussões dos pais, os comentários das pessoas passam a significar algo, as piadas rudes nos filmes são finalmente compreendidos. A inocência perde-se.
Tenho tanta pena. Sei que quando tiver filhos, se tiver, a infancia vai ser algo de importante. Não os vou obrigar a crescer apressadamente. Para que? Crescer num mundo onde já nada é puro...mais vale continuar com o manto cor-de-rosa.
Ok, a ultima frase foi demasiado hippie, e far out. Parece que os vou deixar ser crianças, sem a parte do aprender a responsabilidade. Bah, não sei explicar.
Só espero que não comenta os mesmos erros que muitos pais comentem, ao impor responsabilidades avultadas a meras crianças...
Com o desenrolar do dia, surgiram lembranças que me fizeram rir, outras que, enfim, nem tanto :)
Há uns dias, disse "Gostava tanto de ter 5 anos outra vez". Hoje, lembrei-me porque.
A simplicidade que enchia a minha vida naquela altura era fabulosa. Novinha, o que me interessava era a nova ninhada de gatinhos na quinta e os nomes que lhes ia dar, ou então a sopinha de flores que ia fazer para o almoço...
Com os joelhos constantemente em ferida de tantas quedas repetidas, com um sorriso nos labios e palavras contastantemente a fluir da boca, o maior drama que me preocupava era se podia passear com a mae, e "ajudar" na horta sem que alguém gritasse comigo por "desplantar" as colheitas :P
As horas passadas a explorar o leito da ribeira com a maninha mais nova, e amigos dignos de partilhar os meus pequenos tesouros encontrados pelo caminho.
As conversas de menina crescida que eu tinha com quem quer que tivesse ao meu lado, adultos que eu agarrava (e massacrava) para partilhar sabedoria, para provar que já era grande.
Foi-nos entregue um caderno há pouco tempo, um trabalho universitário de minha tia, feito acerca da quinta. No texto introdutório encontrei uma descrição de um dia em nossa casa. Confesso, que por tanta alegria que me transmitiu, chorei.
Mais uma vez, memorias de simplicidade.
Tenho a certeza de que haviam problemas naquela altura, mas sendo eu criança, nunca reparei. A ignorancia pura de uma criança é uma coisa incrivel. Parece que as crianças são envolvidas por um manto cor-de-rosa, proporcionando uma visão distorcida do mundo, uma especie de screen que fazer uma selecção da informação captada.
Com o crescer vem o reparar nas discussões dos pais, os comentários das pessoas passam a significar algo, as piadas rudes nos filmes são finalmente compreendidos. A inocência perde-se.
Tenho tanta pena. Sei que quando tiver filhos, se tiver, a infancia vai ser algo de importante. Não os vou obrigar a crescer apressadamente. Para que? Crescer num mundo onde já nada é puro...mais vale continuar com o manto cor-de-rosa.
Ok, a ultima frase foi demasiado hippie, e far out. Parece que os vou deixar ser crianças, sem a parte do aprender a responsabilidade. Bah, não sei explicar.
Só espero que não comenta os mesmos erros que muitos pais comentem, ao impor responsabilidades avultadas a meras crianças...
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